Com os termômetros nas alturas, causando muito suor, é aconselhável fazer muita reposição de líquidos. Todo o cuidado é pouco no verão quente e úmido, do Japão.
Mesmo não estando sob o sol, muitas pessoas podem ser atacadas de mal súbito ou desmaiar.
Esse tipo de mal súbito é mais comum do que se pensa. Nas fábricas, onde os trabalhadores se movimentam muito, é preciso cuidado, principalmente se o ambiente não tiver o sistema de refrigeração.
Durante a execução do serviço, o corpo produz maior quantidade de calor, que precisa ser eliminado através da transpiração;
A falta de vento dificulta a dissipação do suor, fazendo o calor se acumular mais no organismo;
Se a perda de líquidos for alta, o suor e o fluxo sanguíneo para a pele diminuem, provocando a elevação da temperatura interna;
Devido ao calor intenso do ambiente e a alta concentração de umidade, o organismo humano pode perder o controle da regulação térmica.
A temperatura interna do corpo começa a se elevar, ultrapassando os 40,6 graus. Se o paciente não for socorrido, pode entrar em coma ou morrer
Ficar atento, [considerando] a possibilidade de que os sintomas estejam sinalizando “pane” no sistema de transpiração do indivíduo.
É importante resfriar o corpo do paciente o mais urgente possível, expondo-o ao ventilador ou colocando bolsas de gelo ou toalhas embebidas em água fria, nas partes que mais aquecem: embaixo do pescoço e sob as axilas, na virilha e até sob o joelho.[Pode-se também pulverizar água fria sobre o paciente].
Muito importante que ele seja transportado imediatamente a um hospital, senão pode vir a óbito por falta de oxigênio no organismo.
No Japão temos, as quatro estações do ano bem definidas correspondente à entrada de grandes frentes de ar bem diferenciadas. Geralmente elas mantêm as características originais da região onde nascem, podendo perdê-las ou diminuir a gravidade à medida que vão migrando.
A massa de ar dominante no país durante o verão, é a de Ogasawara, procedente do Pacífico, [quente e úmida]. Quando a temporada de chuva [tsuyu] se despede do Japão, devido ao enfraquecimento da frente de Ochotsk ou de outras menores, a massa de ar originária do Pacífico ingressa com todo ímpeto, encobrindo o país como um enorme telhado.
Inverno – A massa de ar vinda da Sibéria, é uma frente muito fria e seca
Outono e Primavera – A massa de ar de Yousukou [China], é quente e seca
Verão – A massa de ar equatorial [linha do Equador], é muito quente e úmida
Verão – A massa de ar Ogasawara [Oceano Pacífico], é muito quente e úmida
Período das Chuvas – A massa de ar Ochotsk [Rússia]. É muito fria e úmida
Esses dois fenômenos têm efeitos no clima global. No Japão, sua influência pode ser observada principalmente na duração da temporada de chuvas [tsuyu], que ocorre de junho até meados de julho.
Nessa época, são comuns as chuvas torrenciais e os desmoronamentos por culpa das infiltrações das águas na terra e a incidência maior de raios nos céus.
El Nino – no ano em que ela se manisfesta, a frente chuvosa, conhecida como baiyuzensen, demora a sumir.
La Nina – essa frente se despede mais cedo. Isso porque a massa de ar vinda do Pacífico se junta à do Equador, ganhando mais ímpeto e empurrando a frente chuvosa para o norte [Hokkaido] até desaparecer. Porém, depois que ela vai embora, as duas massas quentes acabam provocando novas precipitações pluviométricas. Em 92, quando o El Nino atingiu grande magnitude, as chuvas, decorrentes da baiyuzensen, ficaram além do esperado, permanecendo até agosto.
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