A lenda Obasute foi transmitida de geração a geração, em diversas regiões do paÃs. A mais antiga menção literária foi no ano 768, no livro ShokuNihongi , onde é relatado um dos mais cruéis costumes japoneses na época de muita pobreza. Mulheres com mais de 60 anos, eram abandonadas no alto das montanhas, para aguardar a morte. Acredita-se que a referência ao sexo feminino, seja devido ao fato de que homens naquela época tinham vida curta e não atingiam essa idade.
Obasute, que serviu de base para o best seller Narayama Bushi Kou, de Keisuke Kinoshita, onde o enredo serviu ainda como pano de fundo para, A Balada para Narayama, filme de Shohei Imamura, que se tornou em um clássico japonês, ao ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1983.
Uma parada para descanso Obasute, na rodovia expressa Nagano, que corta a provÃncia homônima de leste a oeste, localizada na cidade de Chikuma, onde a lenda continua mais viva do que nunca.
Nesta época, o paÃs vivia em conflito, com guerras entre diversos governadores.
O governador local, antes de ser atacado pelo vizinho, recebeu algumas perguntas cujas respostas desconhecia. Por se tratar de um inimigo belicamente poderoso, o governador recorreu ao seu povo para encontrar as respostas.
O rapaz que havia burlado a lei respondeu: ”Pegue uma corda normal, deixe-a de banho em água salgada e, após secar, pode queimá-la que ainda sobrará o formato da corda”.
O rapaz voltou a responder de prontidão: ”Amarre a linha numa formiga e coloque mel na outra extremidade do buraco”.
O governador vizinho, ao receber as respostas, imaginou que seria suicÃdio lutar contra um povo tão sábio e desistiu do ataque.
Agradecido, o governador local perguntou ao rapaz a fonte de tanta sabedoria. ”Foi minha mãe, com mais de 60 anos, que me ensinou todas respostas”, respondeu.
O governador, emocionado, percebeu a importância da experiência dos mais velhos, abolindo a lei que havia imposto por tanto tempo.
Por se tratar de uma página triste e vergonhosa na história do paÃs, o costume é raramente comentado. Mas o enredo de Narayama Bushi Kou, escrito 1958, foi para as telas de cinema em duas ocasiões:
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Ola, muito obrigado por esse texto é sempre bom aprender um pouco mais sobre a cultura japonesa e as lendas maravilhosas desse pais.